quinta-feira, 6 de março de 2008

És...

És água de ribeiro
Que escorre entre os seixos
sem se deter
e se perde saltitante
na vegetação das margens.
És brisa que passa,
me despenteia,
me beija,
mas não sinto.
És nuvem que se desfaz
no calor da aurora.
És raio de poente
ou resto de luar que se perde na praia.
És pássaro que perdeu o grupo
Na direcção do norte.
Truta que luta contra a corrente
apenas para procriar.
És folha que se solta,
paira por momentos no ar
e se perde no chão húmido.
És rasto de avião
que todos vêem,
mas de que ninguém conhece o rumo.
Estás presente em toda a Natureza.
Fazes parte dela
como a floresta e as gentes que amas.
Vives entre a morriña e a saudade
mas nada te prende.


IL

2 Comentários:

Às 7 de março de 2008 às 02:06 , Blogger oguardadordeestrelas disse...

vivemos desprendidos das memórias que nos prendem ao futuro que passou.
*

 
Às 7 de março de 2008 às 15:19 , Anonymous Anónimo disse...

O futuro já passou?


Piu,piu piu

 

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