quinta-feira, 15 de outubro de 2009

UM VERÃO QUE NÃO QUER PARTIR

É de paz este fim de tarde de um Outono
A lembrar um Verão que não quer partir.
As pessoas misturam-se com as gaivotas na praia
Buscando algum fresco para os corpos suados
Enquanto as crianças (vindas da escola)
Reerguem na areia castelos derrubados.

Na marginal, casais de namorados
Esperam pelo poente que se adivinha
Ainda com cores estivais.
Realmente é de paz este fim de tarde de Outono
Mas também um momento de abandono
Para o amante sozinho
Que, de olhar perdido e ar dolente,
Se limita a ver desfilar à sua frente,
De mãos dadas ou corpos abraçados,
A imensa vaga do resto dos mortais.

GM
Foto extraída de http://sfraa.blogsopt.com

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