segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

POESIA NUMA MANHÃ DE FRIO

A tentação da dormência
a doce carícia da vaga derradeira,
a paz que ergue o fim,
o sossego para lá do silêncio,
tempo de espera, tempo de pensamento,
vida que se perde, horizonte que se acha!
Assim vamos, humanos e sós,
a caminho de um julgamento de amor,
procurando o canto onde viveremos a eternidade.
Aí, sem vontade maior que o sorver da permanência,
na quietude plasmados como ar e respiro,
deixamos o olhar viajar nas ideias libertas
por uma alma sem corpo.

José Alexandre Pacheco

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