quarta-feira, 26 de março de 2008

POEMA IV

Por tua causa canto as madrugadas que brilham.

De estranho reboliço estonteia-se-me a carne

e aberto às sementes fica o sangue a latejar.

É então que o teu olhar enternecido

se fecha

esquecido sobre o meu corpo.

E somos simples naturais:

a terra queimada para a ceifa

o mar correndo a percorrer

e o céu que tem azul e não é cor.

No mesmo gesto meu amor.

ISABEL ARY DOS SANTOS JARDIM

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