quarta-feira, 21 de maio de 2008

LONGE PARA MIM

Longe para mim
É quando sinto as gaivotas
Voarem em direcção ao horizonte
Que eu nunca alcançarei.

Longe para mim
É ver o bulício das folhas
Que o vento afasta de mim
E que nunca mais verei.

Longe para mim
É pensar
Na imensidão do mar
Que nunca atravessarei.

Longe para mim
É ver uma rosa
No alto de um muro
E que por isso nunca cortarei.

Longe para mim
É pensar em ti
Como ave que emigra
Perdida no bando que parte
E que se volta… não sei…


EU
Maio 2008

3 Comentários:

Às 21 de maio de 2008 às 21:15 , Anonymous Anónimo disse...

É pá isto é que é escrever!Bendito cansaço!Aproveita o momento e escreve mais.Eu gosto, nós gostamos, eles gostam.O bando está atento e como abanam as peninhas!


piu,piu,piu-espero-te junto ao mar

 
Às 22 de maio de 2008 às 12:05 , Anonymous Anónimo disse...

Que lindo poema... daqueles que, quando o lemos, gostaríamos de ser nós a escrevê-lo!
Querida Gaivota Maria, pelos vistos o cansaço também anda batendo por aí... que esta semana seja retemperadora, feliz e inesquecível!
Vamos sentir a falta da música e das palavras mas, por outro lado, será uma boa ocasião para "folhear" todas as páginas que ainda não foram lidas, ou relê-las, o que é sempre um prazer.
Voos felizes
gaivota do sul

 
Às 25 de maio de 2008 às 11:49 , Anonymous Anónimo disse...

Parabéns.

 

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