sábado, 6 de novembro de 2010

TARDE DE OUTONO

Outono. Em frente ao mar. Escancaro as janelas
Sobre o jardim calado, e as águas miro, absorto.
Outono... Rodopiando, as folhas amarelas
Rolam, caem. Viuvez, velhice, desconforto...


Por que, belo navio, ao clarão das estrelas,
Visitaste este mar inabitado e morto,
Se logo, ao vir do vento, abriste ao vento as velas,
Se logo, ao vir da luz, abandonaste o porto?


A água cantou. Rodeava, aos beijos, os teus flancos
A espuma, desmanchada em riso e flocos brancos...
Mas chegaste com a noite, e fugiste com o sol!

E eu olho o céu deserto, e vejo o oceano triste,
E contemplo o lugar por onde te sumiste,
Banhado no clarão nascente do arrebol...


Olavo Bilac

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

São estes
Os caminhos
Que piso
Todos os anos
Quando o Outono
Chega ao meu jardim
A beleza singela
Das flores azuis
Renova
A minha alma

MC


Para ti
Um presente partilhado

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

UM OLHAR DE OUTONO

O Outono segundo a Gaivota Mimi

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

OUTONO

Reconhecemos o Outono
Não pelo tamanho dos dias
Que se notam mais pequenos,
Nem pela partida das aves
Em busca de outras lares;
Nem mesmo pelas folhas
Das árvores do parque,
Que pisamos ao passar,
Se vestirem com cores novas.

Quando o vento sopra mais fino
E se insinua pelas ranhuras
Mal calafetadas das portas e janelas
Arrefece a casa e se aloja em nós,
Quando começamos a desejar um sofá
Bem perto de uma lareira
Onde possamos ficar
A ler ou a ouvir música,
Sorvendo um chá quente
Ou um tinto acolhedor,
Gozando o silêncio e a paz
Então sim,
Já sabemos que é Outono.


im

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